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Pesadelos

Eu acordei agitado novamente. Suando. Ainda vendo seu rosto. Eram três da manhã, sempre três da manhã. O mundo continuava silencioso, adormecido. Uma brisa fraca soprou a cortina da janela entreaberta.
Sentei devagar, enterrei o rosto entre as mãos, segurando a respiração, engasgando. A primeira lagrima era sempre a mais difícil, ela resistia a todo custo, arranhava, se debatia. Meu corpo tremia por inteiro. Minha saliva tinha gosto de sangue.
Ela enfim se deixou cair. Primeiro silenciosamente, depois com um urro feroz de um animal ferido. Seguida de socos e chutes, de desespero e ódio.
Cada centímetro de meu corpo se tencionava em dor, uma dor interna. Uma dor que repuxa os músculos, que impede o grito em vez de necessitá-lo. O corpo se chacoalha, mordo o lábio e perco o ar. Dor de verdade, do tipo que não passa, que não responde a anestesia, que mata.

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