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Estranho é a palavra perfeita pra descrever a narrativa de Anthony Burgess.

No começo da edição da Aleph que eu tenho é recomendado que não se leia o glossário nadsat no fim do livro. O intuito é que se tenha a mesma experiência que os leitores tiveram nos anos 1960, quando o livro foi originalmente publicado e a estranheza que ainda se deve ter entre os leitores ingleses onde o glossário não é publicado. E ela é entregue desde o começo.

Alex é o que se esperaria de um adolescente, pelo menos no que se trata da confusão em que as coisas acontecem eu sua cabeça. E o nadsat não te ajuda com isso. Eu só fiquei confortável com os termos depois de quase metade do livro e ainda assim as vezes eu me confundia.

É incrível o quão atuais são os escritos de Burgess. Ele descreve uma sociedade que tem medo de seus jovens, que são violentos e descontrolados e com um sistema carcerário precário que só faz corromper ainda mais. E o nosso Humilde Narrador é o mais perfeito exemplo. Um garoto que se diverte com o sofrimento alheio, que se sente dono do mundo e, como ele mesmo diz, quase como o próprio Deus, ou Bog.

Até que ele vai parar na prisão e lhe é aplicada uma nova e controversa técnica de reabilitação de condicionamento. Um método bárbaro chamado Tratamento Ludovico. Que consiste em forçar o detento a assistir filmagens violentas por grandes períodos de tempo, enquanto sob efeito de drogas, o que provoca um efeito de experiência de quase-morte. Após ser obrigado a ver tais imagens horríveis Alex tornar-se incapacitado ou senti-se indisposto se tentar realizar ou se testemunhar atos de violência.

E mesmo assim a ideia central da estoria é de falta de controle, é de como não se pode impedir os jovens de serem jovens e de como o ser humano realmente funciona.

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